Olá! Como vocês estão? Nesse fim de semana desci a serra para passar o feriado na praia. Sempre gostei de estar próxima ao mar. De pisar o pé na areia fofa da praia, sentir o vento salgado tocando o rosto e os meus pés sendo cobertos pela fria água do mar. Um momento de repor as energias e contemplar a imensidão do oceano.
Há épocas em que preciso me distanciar da obra para acalmar a mente. São pequenos intervalos que me ajudam a recuperar o bem-estar físico e mental. Escrever demanda energia e um controle emocional. Há dias em que você quer terminar a história que está escrevendo – há meses – no fim do dia. Outros, em que você não quer nem ler o que escreveu durante a semana, pois acredita que o texto não está bom o suficiente. É o perfeccionismo transformando sua busca pela perfeição em um obstáculo.
Quando eu começo a perceber que estou lendo o que acabei de escrever há algumas horas, interpreto isso como uma paralisia criativa. Já escrevo há muitos anos, por isso, já passei por muitas fases. A fase da insegurança, do medo, das metas inatingíveis, do caderno com folhas em branco. E sabe o que aprendi com elas? A não deixar que essas fases me impeçam de continuar escrevendo.
Sempre recebo perguntas sobre como mantenho a minha rotina de escrita. E respondo: escrevendo sem preocupar-me se a construção das frases está gramaticalmente correta, se as descrições dos lugares são plausíveis, os diálogos bem redigidos, etc. Sento-me na minha cadeira, de frente a minha folha em branco e começo a escrever. Nem sempre sei para onde estou indo, mas sigo em frente. Sei que, em algum momento, encontrarei o caminho. Mas primeiro é preciso seguir por alguma estrada para, depois dizer: “É melhor eu ir por aqui”.
Seja um escritor comprometido com sua tarefa: escrever. Entregue-se ao processo e crie boas histórias, aquelas que fazem você se sentir feliz, inspirado e satisfeito. Histórias que o levem a terminar o dia pensando: “Adorei escrever essa passagem!”
Um feliz domingo!😘
