Victor Frankenstein ganha vida com James McAvoy e Daniel Radcliffe. Com lançamento em home video, o filme da Fox-Sony Pictures Home Entertainment já pode ser assistido no sofá de casa.
Ao visitar um circo, o cientista aristocrata Victor Frankenstein (James McAvoy) encontra um jovem corcunda (Daniel Radcliffe) que trabalha como palhaço e é maltratado por seus colegas circenses.
Após a bela Lorelei (Jessica Brown Findlay) cair do trapézio, o corcunda sem nome consegue salvar sua vida graças aos conhecimentos de anatomia humana que possui. Impressionado com o feito, Victor o resgata do circo e o leva para sua própria casa. Lá lhe dá um nome, Igor, e também uma vida, de forma que possa ajudá-lo no grande objetivo de sua vida: criar vida após a morte.
Mas o inteligente Victor, cujo o único objetivo passa a ser o de dar vida a sua criatura, termina por se transformar em uma pessoa obcecada. Dirigido por Paul McGuigan, o longa traz um belo visual gótico e uma história sensível com suspense, romance e ação.
Frankenstein ou o Moderno Prometeu de Mary Shelly. Conheça a história escrita e lançada pela autora em1818.
Em alto-mar, numa isolada e fria região, Robert Walton escreve cartas sobre suas aventuras para sua irmã Margareth. Navegando em direção ao Polo Norte, o corajoso e inexperiente capitão encontra e resgata Victor Frankenstein. Debilitado fisicamente e psicologicamente, Victor conta sua história a Walton.
Desde o início acompanhamos os estudos do inteligente Victor que sonha encontrar o segredo da imortalidade para sua raça. É o desejo do homem em controlar a natureza, em ser um Deus. “... A vida e a morte pareciam-me fronteiras que eu precisava romper, a fim de despejar uma torrente de luz sobre nosso mundo de trevas. Uma nova espécie haveria de abençoar-me como seu criador; muitos seres bondosos e felizes deveriam a mim sua existência.” (Capítulo 4)
Criando vida a partir de matéria morta, Victor vê seu desejo se concretizar. Mas em sua imaturidade e fraqueza, ele rejeita sua criação, abandonando ela à sua própria sorte. Sem beleza e de aparência assustadora, a criatura desperta medo e repulsa nos homens que encontra em seu caminho. Agredida e perseguida torna-se um ser amargo e sofrido. Sentimentos que a levam a se tornar um ser cruel e vingativo. “Diante de tanta incompreensão e injustiça, tangido pela revolta, assassinei criaturas inocentes, que nem mesmo sabiam da minha existência.” (Capítulo 24). Revela a criatura diante do leito de morte de seu criador.
Em sua obra, Mary Shelley desperta profundas questões sobre a ética e a moral. Em vários momentos, alterna o narrador entre Walton, Victor e a própria criatura que apesar de seus atos cruéis traz bondade em seu coração. Desta forma, a autora permite que seu leitor conheça os desejos e ambições de cada personagem, bem como, a maneira como cada um se responsabiliza pelas consequências de seus atos. Ao leitor fica a pergunta: tem o homem direito e capacidade de brincar de Deus? A queda física e moral de Victor demonstram que não.
Desde o início acompanhamos os estudos do inteligente Victor que sonha encontrar o segredo da imortalidade para sua raça. É o desejo do homem em controlar a natureza, em ser um Deus. “... A vida e a morte pareciam-me fronteiras que eu precisava romper, a fim de despejar uma torrente de luz sobre nosso mundo de trevas. Uma nova espécie haveria de abençoar-me como seu criador; muitos seres bondosos e felizes deveriam a mim sua existência.” (Capítulo 4)
Criando vida a partir de matéria morta, Victor vê seu desejo se concretizar. Mas em sua imaturidade e fraqueza, ele rejeita sua criação, abandonando ela à sua própria sorte. Sem beleza e de aparência assustadora, a criatura desperta medo e repulsa nos homens que encontra em seu caminho. Agredida e perseguida torna-se um ser amargo e sofrido. Sentimentos que a levam a se tornar um ser cruel e vingativo. “Diante de tanta incompreensão e injustiça, tangido pela revolta, assassinei criaturas inocentes, que nem mesmo sabiam da minha existência.” (Capítulo 24). Revela a criatura diante do leito de morte de seu criador.
Em sua obra, Mary Shelley desperta profundas questões sobre a ética e a moral. Em vários momentos, alterna o narrador entre Walton, Victor e a própria criatura que apesar de seus atos cruéis traz bondade em seu coração. Desta forma, a autora permite que seu leitor conheça os desejos e ambições de cada personagem, bem como, a maneira como cada um se responsabiliza pelas consequências de seus atos. Ao leitor fica a pergunta: tem o homem direito e capacidade de brincar de Deus? A queda física e moral de Victor demonstram que não.

