Coluna das Cerejeiras

Olá! Como vocês estão? Hoje foi um domingo de céu azul e pé na areia. E com esse dia de temperatura fresquinha vim me sentar na varanda e conversar com vocês. Ah... e com uma fatia de um curau delicioso no pratinho! Sempre aproveito as tardes de domingo para organizar minha semana de escrita. É um hábito que pratico há muitos anos. Esteja onde eu estiver, sempre trago os meus cadernos e faço o meu planejamento.

Mas como eu organizo a minha escrita? Bem, cada escritor possui o seu método de trabalho. O meu inclui dois cadernos: um para a escaleta e o outro, para o desenvolvimento das cenas.

Quando estou escrevendo uma história preparo um roteiro, a Escaleta. Com ela, não tenho bloqueios, lacunas ou dúvidas por qual caminho estou percorrendo enquanto escrevo. Não gosto de sentar-me de frente a uma folha de papel em branco e esperar que as ideias surjam... elas nunca surgem dessa forma para mim. E como sou uma escritora que precisa visualizar meus pensamentos, transformo minhas ideias em palavras. Por isso, durante os meses de escrita preencho muitas folhas de caderno com descrições de personagens, cenas e cenários.

No momento seguinte, uso um segundo caderno para desenvolver as cenas. O que descreverei na cena, qual decisão o personagem irá tomar e o motivo, o que é necessário pesquisar para desenvolver melhor um lugar que estou descrevendo em um parágrafo... É o caderno onde germino meus pensamentos, onde transformo algo abstrato em concreto. E confesso que gosto tanto desse caderno quanto daquele onde escrevo a história — o meu caderno de escrita. No fim das contas… um terceiro caderno.

Porque escrever uma história é vivenciar cada momento dela. Sentir, ver e escutar o mundo que estamos criando a partir de um vazio. Um lugar onde podemos escolher cada pequeno detalhe e isso é um processo inebriante para um escritor.

Um ótimo domingo para vocês!😘😘