Olá! Fim de semana chegando. Qual filme vocês querem assistir?
Na minha época de adolescente essas eram as palavrinhas mágicas para convidar os amigos para uma tarde de cinema. E me lembro de parar em frente aos cartazes dos filmes e perguntar: “O que iremos assistir? Há ficção científica, comédia, terror... Você viu que lançaram uma nova comédia com a atriz Meg Ryan? “
E demorávamos para nos decidir já que todos os filmes pareciam bons.
Eu adorava olhar para os pôsteres e ver os meus atores favoritos. Gostava das fotos, das letras garrafais dos títulos e das cores vibrantes dos cartazes.
Mas isso também mudou.
Na última sexta-feira fui ao shopping comprar um presente para o meu pai e passei em frente ao cinema. O cinema estava fechado há um bom tempo para reforma. Pensei: “Quero dar uma olhadinha. Os cartazes e a bilheteria devem estar bem modernos. Será que a apresentação dos filmes agora tem movimentos, iguais aos banners de propaganda?”
Confesso que levei um susto quando avistei o cinema de longe.
Não havia mais aquela bilheteria tradicional, tampouco os meus queridos cartazes. Agora, tudo se encontra dentro de uma tela de computador, onde um funcionário do cinema me mostrou as opções. Quem quiser assistir a um filme terá que escolher a história olhando para um pôster pequenininho. Ao lado dele, os dias e horários das sessões.
Quanto aos banners que traziam os futuros lançamentos e ficavam espalhados pelo salão, encontrei apenas dois.
Até o cheiro da pipoca, que podíamos sentir pelos corredores próximos ao cinema, desapareceu.
Fiquei triste em ver como tudo se tornou automatizado e sem ‘vida’.
Como está sem graça ir ao cinema!
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