Começamos nossas leituras conjuntas em maio, quando lemos O Farol. Em junho, foi a vez de Os Visitantes. E, durante as férias de julho, mergulhamos em Luz no Anoitecer. Agora, em agosto, trago um dos meus contos favoritos: Os Intrusos.
As primeiras linhas desse conto surgiram em abril de 2020. Quando todos nós estávamos trancados em casa, sem perspectiva de quando voltaríamos a nossa rotina.
Lembro-me dos sentimentos de impotência, medo, dúvida e tristeza que muitos de nós carregávamos. Para enfrentar esses dias, eu escrevia. Escrevia muito. Mas também precisava sair. Era minha tarefa ir ao supermercado e à farmácia. No início, quando não sabíamos de nenhuma informação sobre o vírus, usávamos máscaras e luvas.
Ainda me lembro do medo que todos sentíamos quando estávamos nos corredores do supermercado. Se alguém entrava em um corredor, o outro aguardava a sua vez. E tudo era feito em silêncio, sem que ninguém precisasse dizer nenhuma palavra.
Falar, tossir, espirrar, “respirar” era algo proibido. Como se fosse proibido. No ar havia apenas o silêncio. O som? Apenas das rodas dos carrinhos.
Quando eu chegava em casa e fazia todo aquele processo de descontaminação, pegava meu caderno e transformava todas essas sensações em palavras. Essas palavras se transformaram no sétimo conto da série ‘Através da Neblina’.
E as primeiras palavras que escrevi, no primeiro dia em que saí de casa, dão início ao conto Os Intrusos. São palavras que permaneceram no conto, sem que eu mudasse sequer uma vírgula.
“(...)Hoje era o meu dia de sair.
Precisamos de mantimentos.
O vento que perdurou noite adentro cessou. No seu lugar, apenas uma brisa suave e quente. É normal, pois estamos na primavera.
Suspiro. Ainda sinto falta do tempo em que sair era uma decisão apenas minha. Mas agora, com a presença dos Intrusos, é preciso pedir permissão. Eu recebi a minha hoje, pela manhã. E com ela, minhas tarefas(...).”
Vamos conhecer um pouco a sua história?
À primeira vista, a Vila da ilha Areia Branca parece estar deserta. Parece.
E Lily sabe disso quando sai do abrigo e pedala por suas ruas. Acompanhando-a estão o drones, que tudo veem. Exceto os Intrusos. Visitantes que chegaram há alguns meses, pousando suas naves no mar. Ninguém sabe o que eles desejam. Mas há um lugar na ilha por onde eles não caminham, a Fronteira. O que existe além dela? E por que os Intrusos não atravessam aquele limite?
De 14 a 18 de agosto, você poderá ler Os Intrusos gratuitamente no Kindle, pela Amazon. Clique aqui.
Conhece alguém que gosta de suspense e mistério? Compartilhe este convite com essa pessoa. Quem sabe ela não se junta a nós nessa leitura😉😘!
