Olá! Como vocês estão?
De algumas semanas para cá, tenho visto o relançamento de muitos filmes. O retorno às telas do cinema de clássicos e grandes sucessos de décadas passadas. Uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos. Histórias que, hoje, estão dividindo espaço com as estreias inéditas.
Franquias como Crepúsculo, Harry Potter, Duna, Vingadores, Jogos Vorazes, entre outras, que retornaram para celebrar aniversários de seus lançamentos, reconectar o público, “aquecer” para futuras continuações, atrair uma nova geração de fãs ou, o mais importante, voltar a encher as salas de cinema.
No início, pensei que essa estratégia duraria apenas alguns meses. Todos nós sabemos que os anos da pandemia da COVID-19, pela qual passamos, contribuíram para o cancelamento e a paralisação de muitas filmagens. E retomar uma produção requer tempo e dinheiro. Mas o tempo passou e a indústria do cinema continua reciclando o passado.
Então, me faço algumas perguntas: por que ir ao cinema para assistir a um longa que eu já vi? Será que a nova geração aceitará histórias que trazem um ritmo mais lento e um contexto de épocas desconhecidas para ela? Uma geração que consome vídeos com ritmos cada vez mais acelerados.
E os streamings? Por que sair de casa quando posso assistir ao mesmo filme do sofá da sala ou na tela do computador? Com um amplo e diversificado catálogo, esse novo formato passou a concentrar uma parcela importante dos profissionais da área de entretenimento, que vêm criando séries e filmes de qualidade. E não podemos deixar de falar do preço de suas assinaturas, que são mais acessíveis quando comparadas ao valor de um ingresso de cinema.
Talvez o cinema esteja encontrando uma maneira de se reencontrar com o público por meio de histórias que já conhecemos. Mas fico me perguntando até quando essa estratégia será suficiente.
Espero que o espírito criativo do cinema retorne e volte a nos surpreender!
