Há livros que merecem ser lidos. A Guardiã do Tempo é uma viagem que
reservará muitas surpresas para nossa querida protagonista e para o leitor.
A encantadora
história de Daisy Phillips, uma senhora inglesa de 77 anos, é para ser lida
devagarinho. Com a mesma tranquilidade e paciência que a nossa protagonista
vive sua tranquila vida em Liverpool. Daisy divide seus dias em tardes de chás
com as amigas, com o trabalho voluntário na biblioteca da cidade e com leituras
em sua confortável casa.
Apesar de não
ter mais a energia da juventude, ela está longe de ser uma senhora inativa. Mas
um de seus filhos insiste que ela precisa vender a propriedade, herdada de seus
pais, e se mudar para uma casa de repouso.
É quando um
incidente em casa desperta Daisy e a faz lembrar-se de que ainda é capaz de
decidir seu próprio destino. Remexendo nas caixas, há muito tempo esquecidas no
porão, ela encontra um relógio antigo. Presente de seu primeiro amor. Um soldado
americano que lutou na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Com apenas uma pista em mãos – um antigo
endereço no Brooklyn – Daisy embarca em uma viagem para Nova York. Seu desejo é
o de tentar encontrar o seu ex-namorado e devolver o relógio pessoalmente.
“(...)
Respirou fundo, abriu a caixa de sapato. A caligrafia dele, ali. Até aquele
momento, não teria sido capaz de se lembrar da letra de Michael, mas a
reconheceu imediatamente ao vê-la. Uma ternura nostálgica tomou conta de Daisy
ao olhar o interior da caixa, as dezenas de cartas ali dentro. Leria todas
elas.
Pegou a primeira, aliviada ao ver que havia um endereço de remetente:
Michael Baker, rua 2, número 11.440, apartamento 2, Brooklyn, Nova York.
Esse era seu ponto de partida: o primeiro passo para encontrá-lo.
Abriu cuidadosamente o envelope, mofado, prestes a se desintegrar.
Daisy leu – a princípio devagar, porque eram só palavras, mas, à medida que continuou lendo, um certo ritmo, um modo particular de falar e um sotaque americano começaram a despertar dentro dela – o apelido que ele dera a ela: Pequena Pepita.
Ao fim da terceira carta, era a voz dele, não a própria, que estava ouvindo.(...)”
Pegou a primeira, aliviada ao ver que havia um endereço de remetente:
Michael Baker, rua 2, número 11.440, apartamento 2, Brooklyn, Nova York.
Esse era seu ponto de partida: o primeiro passo para encontrá-lo.
Abriu cuidadosamente o envelope, mofado, prestes a se desintegrar.
Daisy leu – a princípio devagar, porque eram só palavras, mas, à medida que continuou lendo, um certo ritmo, um modo particular de falar e um sotaque americano começaram a despertar dentro dela – o apelido que ele dera a ela: Pequena Pepita.
Ao fim da terceira carta, era a voz dele, não a própria, que estava ouvindo.(...)”
Baseados em
fatos reais, ‘A Guardião do Tempo’ é o romance
de estreia da autora Stancey McGlynn. Lançado pela editora Record foi traduzido
para cinco países.
A Guardiã do
Tempo de Stacey McGlynn
(Keeping Time)
Tradução de
Léa Viveiros de Castro
1ª edição/2015
– 289 págs. – Editora Record

