Cinema & Pipoca

 

Olá! Como vocês estão? Na semana passada comecei a assistir a uma nova série taiwanesa na Netflix: O Agente Divino.

Com uma mistura de folclore tradicional, atmosfera sombria e fantasia moderna, a série, baseada em um romance literário taiwanês, traz uma fotografia estilizada com ótimas cenas noturnas. A cidade, aliás, é um personagem à parte. Com 8 episódios ela nos faz refletir sobre redenção e identidade.

Como vocês já sabem, gosto de séries que contam histórias sobre lendas e mitos. E como sou curiosa, fui pesquisar sobre o personagem Nezha, para o qual nosso herói trabalha e descobri que ele aparece em textos clássicos da mitologia chinesa. Na série, ele ganha um visual moderno, mas mantém os traços do mito original. Ele é rebelde, tem um poder destrutivo e uma ligação com o divino.


Já o protagonista Han Chieh (Kai Ko) é um anti-herói que não deseja servir a Nezha, o Terceiro Príncipe Herdeiro (Wang Po-chieh). Mas por carregar uma culpa - um erro que cometeu na infância -  precisa seguir esse caminho e servir a ele.

Ao longo do caminho, Han Chieh conhece a otimista estudante universitária Yeh Chih-ling (Buffy Chen) e o detetive Chang Min (Johnny Yang), capaz de ver espíritos. Juntos, eles enfrentam o impiedoso vilão Chen Chi-sha (Chen Yi-wen) e tentam descobrir a verdade por trás de Wu Tien-chi (Hsueh Shih-ling), um ser que ameaça o equilíbrio entre o Reino Humano e o Reino dos Demônios. Através dessa missão, Han Chieh redescobre seu propósito e o verdadeiro significado de seu dom.

Um projeto visual bem planejado que nos mostra como o cinema asiático sabe contar uma moderna e instigante história. No final, você se sente compelido a ‘mergulha’ na rica e antiga mitologia taiwanesa.