Bate-papo de domingo!

 

Domingo chuvoso e friozinho. Um dia preguiçoso para finalizar o audiolivro A Mansão Hollow de Agatha Christie. Para entrar no clima preparei bolinhos de chuva e uma xícara bem quente de chá de hortelã!

Vamos conversar sobre a história?

A Mansão Hollow começa nos apresentando uma extravagante anfitriã chamada Lucy Angkatell que recebe, no fim de semana, em sua propriedade no campo, alguns convidados: o bem conceituado médico John Cristow e sua esposa Gerda Cristow; a talentosa escultora Henrietta Angkatell, amante de Cristow; a jovem Midge Hardcastle; o solitário Edward Angkatell que é apaixonado por Henrietta; o intelectual e antissocial David Angkatell, além de Hercule Poirot.

Considerada uma das mais introspectivas obras da autora, a trama traz segredos e uma narrativa repleta de reviravoltas. Apresentando psicologicamente cada um dos personagens no início da trama, a história segue um ritmo diferente das habituais da autora. A começar pela presença de Poirot que entra na trama no momento em que acontece o assassinato. Assim como o leitor, ele é surpreendido com uma cena: um corpo ensanguentado à beira da piscina que parece ter sido planejada para enganá-lo.

As reviravoltas na trama que nos levam a duvidar de cada um dos personagens, o tom melancólico e dramático da história, o relacionamento entre os personagens e até as investigações do detetive belga fogem um pouco do formato tradicional de Agatha Christie. Interessante dizer que a pergunta que fazemos durante sua leitura não é ‘Quem é o assassino?’, mas ‘Por que houve o assassinato?’.

Apenas como curiosidade, a autora adaptou A Mansão Hollow para o teatro, mas com uma alteração. Na peça, ela removeu Hercule Poirot, pois disse que a presença do detetive na trama desviava o foco psicológico e a atmosfera shakespeariana que ela pretendia criar para os Angkatell.